
O Brasil entrou para uma lista nada desejável no primeiro trimestre de 2026. O país figurou entre os dez mais afetados por ransomware em todo o mundo, concentrando 2% de todas as vítimas globais de ataques do tipo . Os dados são do relatório da Check Point Research (CPR), divisão de inteligência de ameaças da Check Point Software.
Para se ter uma ideia da dimensão do problema, o Brasil registrou uma média de 3.685 ataques cibernéticos por semana por organização, um crescimento de 55% em relação ao ano anterior . Na América Latina, a situação é ainda mais alarmante: o país responde por 46,94% de todos os ataques de ransomware da região, consolidando-se como o principal alvo do cibercrime no continente .
🎯 O novo perfil do ransomware: menos grupos, mais estrutura

O relatório da Check Point mostra que o mercado global de ransomware passou por uma reorganização profunda nos últimos meses . Em vez de muitos grupos fragmentados, o cenário agora é dominado por organizações criminosas mais estruturadas e com maior capacidade operacional .
No primeiro trimestre de 2026, 2.122 organizações tiveram dados expostos em sites de extorsão. Os dez principais grupos concentraram 71% de todas as vítimas globais — o que indica uma consolidação acelerada .
👥 Quem são os grupos que lideram os ataques
O LockBit teve participação relevante em ataques direcionados ao Brasil, ampliando sua atuação para países como Brasil, Itália e Turquia . Já o grupo Qilin, protagonista do cenário atual, emergiu como o principal operador, com mais de 1.000 vítimas publicadas ao longo do último ano .
🔥 Setores mais visados e novo grupo em operação no Brasil
Setores com alta dependência operacional continuam no topo da mira dos criminosos:
Além disso, um novo grupo de ransomware chamado Vect surgiu em janeiro de 2026, atuando no modelo Ransomware-as-a-Service (RaaS) — uma “franquia” do cibercrime. As primeiras vítimas confirmadas incluem organizações no Brasil e na África do Sul nos setores de educação e manufatura, com roubos de dados que chegaram a 150 gigabytes .
🤖 O papel da IA nos ataques
A inteligência artificial está sendo usada de forma crescente pelos criminosos para acelerar etapas do ataque, como:
- Acesso inicial a sistemas
- Exploração de vulnerabilidades
- Movimentação lateral dentro das redes corporativas
Isso reduz significativamente o tempo de reação das empresas diante de um incidente . O uso não controlado de IA generativa nas empresas também abre novos pontos cegos: 1 em cada 30 prompts de IA enviados a partir de redes corporativas apresenta risco de exposição de dados sensíveis .
📊 O que está em jogo para as empresas

“Os ataques de ransomware estão mais concentrados em grupos com elevada capacidade operacional, o que amplia significativamente o impacto financeiro e a interrupção das operações” — Sergey Shykevich, gerente do grupo de inteligência de ameaças da Check Point Software
🛡️ Como se proteger

Especialistas apontam que a prevenção em tempo real, impulsionada por IA, é a única forma eficaz de interromper ataques antes que causem danos . Recomendações práticas:
- ✅ Adotar autenticação multifator (MFA) em todas as contas críticas
- ✅ Implementar backups imutáveis e isolados
- ✅ Monitorar acessos com privilégios elevados
- ✅ Realizar treinamentos contínuos de conscientização em segurança
- ✅ Adotar o modelo Zero Trust como referência
🔐 5 Golpes Digitais Perigosos Que Todos Precisam Conhecer Agora
Os golpes digitais no Brasil cresceram mais de 35% em 2025. Só os crimes envolvendo Pix geraram prejuízos superiores a R$ 4,9 bilhões. Conhecer as táticas dos criminosos é questão de sobrevivência financeira.
📖 Leia mais →


